Senhor,
Outro dia fiz uma colcha de retalhos. Todos os restinhos de pano que guardei iam servir. Ao pegar cada pedaço recordava-me de pessoas, acontecimentos. Como se cada um tivesse a sua história para contar.
Fui costurar. Cores que à primeira vista não combinavam, padrões de desenho totalmente diferentes. Nenhum é igual ao outro. Nada de repetição, de monotonia. E não são diferentes, só fisicamente.
Ninguém é igual ao outro. Todos pensam diferente, sentem diferente, agem diferente. Um completa o outro. Um apóia o outro.
Que maravilha, Senhor, é a sua colcha de tantos seres diferentes, formando a humanidade.
Porque quero que todos sejam iguais? Pensem igual? Sintam igual? Eu sou um pedacinho do grande conjunto. Embelezo sua criação de um determinado modo. Outros realçam outras cores, outros padrões.
Importante é querer ser costurado nos outros retalhos e não ficar isolado. Todos juntos na procura da união e da fraternidade. Cada um do seu modo, formando a grande colcha da unidade na pluriformidade.
Obrigada, Senhor.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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