Sábado, 4 de junho de 2022.
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Este espaço destina-se à divulgação de textos e letras musicais selecionados por mim e que refletem os meus sentimentos e transmitem a minha mensagem.
Naquela manhãzinha de 15 de novembro de 2023, uma quarta-feira, lá pelas seis 6 e meia, a notícia chegava pelo celular...
Mensagens, ligações, até do celular da Vitoria... e a terrível notícia de seu último suspiro...
Na Dutra, "nossa casa", logo após passar por Caçapava - terra do pai - teria sido o momento que só a enfermeira Ronilda testemunhara e que, segundo seu relato, fora breve e manso...
Subi à casa do Thiago. Ele e Ciça me aguardavam com um café... Maurício, Dani e Ana Clara já se aprontavam em casa para pegar a estrada... e me levar com eles de volta ao Rio.
Na noitinha da véspera, 14, eu me despedira:
- Mãe, no sábado eu volto...
Eu estava indo a São Paulo fechar o projeto de um livro a ser editado pelo O.C.I., com volta prevista para a sexta-feira.
Nunca a Dutra passou tão rápido e tão triste. Nós quatro... dentro do carro... sem palavras.
O trânsito estava pesado e havia um horário para o sepultamento: 17 horas. Receamos não conseguir chegar a tempo.
Felizmente, a administração do Jardim da Saudade concordou em mudá-lo para as 18 horas e nós, que chegamos ao cemitério às cinco da tarde, ainda pudemos orar e nos despedir.
Desde então, lá retorno em busca da lápide que marca sua despedida da Terra - lugar de culto à sua memória e às minhas - todas, absolutamente, felizes.
Como costumo dizer a quem perde um ente querido, "a certeza do reencontro é o que sustenta". Sim, mas quão difícil tem sido a espera!
Saudades, mãe! Muitas saudades!
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