terça-feira, 24 de junho de 2008

Estrada do Sol - Tom Jobim

É de manhã
Vem o sol                 
Mas os pingos da chuva
Que ontem caiu
Ainda estão a brilhar                  
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre
Que me traz esta canção
Quero que você
Me dê a mão
Vamos sair por aí
Sem pensar
No que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nova manhã               
Já me fez esquecer        
Me dê a mão       
Vamos sair pra ver o Sol

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sábado, 7 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente - Palestra - PETROBRAS



Stella e André Trigueiro - 05/06/2008

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domingo, 13 de abril de 2008

Coragem e Perseverança (pensamento)

Enfrentemos os desafios com coragem,

para modificar hábitos arraigados e superar resistências.

Enfrentemos os desafios com perseverança, para insistirmos até o sucesso,

mesmo tendo que modificar nossas idéias originais nessa busca.

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Alegria (pensamento)

Não precisamos ser tristes porque encaramos com seriedade o nosso trabalho

É essencial um ambiente alegre traduzindo confiança em um futuro melhor

E inabalável fé em encontrarmos soluções para as nossas dificuldades

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terça-feira, 11 de março de 2008

Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues)

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher       
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um outro qualquer 
  
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do seu pode ser
  
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração                  
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação      
Eu não sei se o que trago no peito              
É ciúme, despeito, amizade ou horror
                         
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor

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Guardei minha viola (Paulinho da Viola)

Minha viola
Vai pro fundo do baú
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer, ela não deixa
Alguém que só me fez ingratidão

No Carnaval
Quero afastar
As mágoas que meu samba não desfaz
Pra facilitar o meu desejo
Guardei meu violão, não toco mais

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Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)

Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar

Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar

Porém, ah, porém,
Há um caso diferente
Que marcou um breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém que não me lembro anunciou: Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou

Ah, minha Portela
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria a voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão 
Pode até ficar maluco 
Ou morrer na solidão    
É preciso ter cuidado 
Pra mais tarde não sofrer,
 
É preciso saber viver.
 
Toda pedra no caminho
Você deve retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher,
 
É preciso saber viver.
 
É PRECISO SABER VIVER
É PRECISO SABER VIVER
É PRECISO SABER VIVER
É PRECISO SABER VIVER
SABER VIVER

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Não chore mais - Gilberto Gil

Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o Sol
Ob-observando hipócritas
Disfarçados, rodando ao redor

Amigos presos
Amigos sumindo assim
Pra nunca mais...
Tais recordações
Retratos do mal em si
Melhor
é deixar prá trás

Não, não chore mais
Não, não chore mais

Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o céu
Ob-observando estrelas
Junto à fogueirinha de papel
Quentar o frio
Requentar o pão
E comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão
Eu sei a barra de viver
Mas se Deus quiser
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé

Não, não chore mais
Não, não chore mais


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Meus Oito Anos - Casimiro de Abreu (Poesia publicada originalmente no livro intitulado “As Primaveras”, publicado em 1859).

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !


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A gente pode

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode mesmo nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, é sonhar mais ou menos, é ser amigo mais ou menos, é namorar mais ou menos, é ter fé mais ou menos, é acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Colcha de Retalhos - Oração

Senhor,

Outro dia fiz uma colcha de retalhos. Todos os restinhos de pano que guardei iam servir. Ao pegar cada pedaço recordava-me de pessoas, acontecimentos. Como se cada um tivesse a sua história para contar.

Fui costurar. Cores que à primeira vista não combinavam, padrões de desenho totalmente diferentes. Nenhum é igual ao outro. Nada de repetição, de monotonia. E não são diferentes, só fisicamente.

Ninguém é igual ao outro. Todos pensam diferente, sentem diferente, agem diferente. Um completa o outro. Um apóia o outro.

Que maravilha, Senhor, é a sua colcha de tantos seres diferentes, formando a humanidade.

Porque quero que todos sejam iguais? Pensem igual? Sintam igual? Eu sou um pedacinho do grande conjunto. Embelezo sua criação de um determinado modo. Outros realçam outras cores, outros padrões.

Importante é querer ser costurado nos outros retalhos e não ficar isolado. Todos juntos na procura da união e da fraternidade. Cada um do seu modo, formando a grande colcha da unidade na pluriformidade.

Obrigada, Senhor.


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