terça-feira, 11 de março de 2008

Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues)

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher       
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um outro qualquer 
  
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do seu pode ser
  
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração                  
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação      
Eu não sei se o que trago no peito              
É ciúme, despeito, amizade ou horror
                         
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor

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Guardei minha viola (Paulinho da Viola)

Minha viola
Vai pro fundo do baú
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer, ela não deixa
Alguém que só me fez ingratidão

No Carnaval
Quero afastar
As mágoas que meu samba não desfaz
Pra facilitar o meu desejo
Guardei meu violão, não toco mais

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Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)

Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar

Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar

Porém, ah, porém,
Há um caso diferente
Que marcou um breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém que não me lembro anunciou: Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou

Ah, minha Portela
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria a voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar

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